terça-feira, 18 de agosto de 2009

ANJO DE AMOR E DE PAZ!


És um Anjo, doce Cinda,
Um Anjo feito por Deus
Que Ele mandou lá dos Céus
Naquela imagem bem linda
Que voa de Alma em Alma
Irradiando Luz e Calor,
Por vezes triste, peregrinando,
Em reminiscências de Dor,
Mas sempre com sua calma
E, mesmo gemendo e chorando,
Inunda os outros de Amor

Vejo-o eu, amigos, vêem-no vós
Um Anjo digno dos Céus
E sempre orando por nós
Envolto em seus lindos véus
Asas brancas de Bondade
As asas que Deus lhe deu,
Desafiando a Eternidade,
Chegam da Terra ao Céu.

E à noite ao deitar
Depois de tanta labuta
Em rodopio constante
Num imenso peregrinar,
Guerreira, prepara a luta
Em sua diária oração.
Reclina-se ainda ofegante
Mas em paz e sorrindo
Seu bondoso coração
Em riso de Amor florindo!

Dorme nosso Anjo de Amor
Que a noite é tão comprida
Queremos que sonhes a Vida
Suavizando a imensa Dor
Dor que é nossa também
Pedimos a Nosso Senhor
E à Sua Santa Mãe
O afago e o calor
Que sabes dar como ninguém!

sábado, 15 de agosto de 2009

BERÇO DE AMOR



Esse teu rosto tão lindo
Esse rosto sem igual

Doce p’ra estar sorrindo

Que é luz da madrugada

Suave lâmpada sagrada

Em meio de temporal.


Pode o tempo estar ventoso
Mas esse rosto suave
Mais doce que doce Lua
É divino, majestoso

Tem a graça duma ave

Sem beleza igual à sua


Teu rosto é a luz Santa

Que nos dá paz e sossego

Ao contemplá-lo por bem.

Luz que prende e que encanta

Num delicioso enlevo
Tal o filho a sua Mãe


Tua força é Amor e é Ternura

Um bálsamo que nos consentes

São tuas asas providentes
Que nos abrigam e dão ventura

Como um Anjo tutelar
.
Basta a tua aparição

Esse teu mui doce olhar

Que nos faz ajoelhar

Em eterna adoração.


Teu rosto é nosso Forte

De abrigo na tormenta

Teu sorriso a fonte pura,

Sem ti nossa alma tremia.

Deusa da nossa Sorte

Aquela que afugenta

Toda a nossa desventura

Em noite cerrada e fria


És nosso berço de Amor

De ti aquela beleza

Que nos ensina na Dor

E nos transmite a lição
.
Em ti a nossa grandeza
Que nos afaga o coração.
Como Mãe que o filho enlevas
,
És a Luz das nossas trevas.
Teu marido e filhos

terça-feira, 11 de agosto de 2009

OS OLHOS DO MEU AMOR


Os olhos do meu amor são rubis loiros
Que prenderam os meus, a minha mocidade
Neles ficaram um dia meus tesoiros
Meu coração, minha alma e liberdade.

Enchem o meu peito de encanto mago
Ficam na sombra as coisas dolorosas
Todos os espinhos se tornam belas rosas
E nos meus olhos as lágrimas apago.

Anseio ouvir tua melodia de amor
Em silêncio tuas palavras amorosas
No meu peito não cabe mais a dor

Uma febre ansiosa me invade
Murmuro palavras silenciosas
Anátemas de esconjuro da Saudade.

LEMBRANÇAS ...



Lembras-te, meu amor,
Daquele dia primaveril
Em que nos vimos os dois?
Era um domingo d’ Abril
Dia em que vi uma flor
P’ra colher tempos depois.

Lembras-te, meu amor,
Das férias que gozámos
Poucos meses passados?
Em dias d’imenso calor
Prece ao Céu elevámos,
Os dois, entrelaçados.

Lembras-te, meu amor,
Das viagens que fizemos
Naquele automóvel velhinho?
Em minha mão a tua mão,
No ar teu fresco odor,
Nosso sentir expusemos
De amor e de carinho,
Fluindo do coração.

Lembras-te, meu amor,
Daquele quinze d’ Agosto
Toda de branco, imaculada?
Teu belo e corado rosto,
Em piedosa oração,
Pedindo a Nosso Senhor
A Sua Bênção Sagrada
Benzendo nossa união!

sábado, 8 de agosto de 2009

Mãe em seu ninho de amor ...


Pequena,
franzina,
morena,
a sofrer
desde menina,
quando a aliança
entre a fantasia
e a esperança
era ainda rainha.

Dia a dia,
dorida,
seu ser
se doou
a gerar vida!
E sempre sorria,
contente!
Nem o tormento,
a dor
da partida
de um rebento,
lhe suavizou
seu presente
de amor

“Mãe!
Naquele dia,
teu rosto ameno
como um passarinho,
sereno,
deitado,
dormia
em seu ninho
de Morte!
E sorria,
belo, delicado,
forte!
E não compreendia
a dor
da separação,
ainda resplandecia
numa oração
de bondade
e amor!”

“Mãe!
E a saudade?”

E tu, ternamente,
sorrindo:

“Meu menino,
é amor
também
florindo
no teu coração
de gente,
pequenino!”

“A tua bondade
é infinda!
Tive tanta sorte
por seres a minha Mãe!
És tão linda!
Sempre tão forte
no amor!
Lembras-te daquele dia
em que, alvoroçado,
te dizia,
afogueado
de emoção?”
«Mãe, vou p’ra escola!»
“Com que alegria
me preparaste
e na minha mão
colocaste
a sacola,
sorrindo!”

“Vai, pequenino,
vai indo,
vai abraçar
teu sonho de menino,
teu desejo de saber!
Vai rir e saltar,
e aprender!”

Mãe,
e a redacção
que me ensinavas,
enquanto cosias
e remendavas?
E a canção
que cantavas
contente
e com doçura,
p’ra eu dormir?
E nada pedias,
só davas
ternura,
eternamente
a sorrir!”

“Ó Mãe!
O teu carinho
não tem fim!
Teu ninho
só de amor
construído,
com muita dor
mas nunca vencido,
foi um jardim
florido!

Por isso, também
não o vencerá
a Morte,
não!
Que o amor
é mais forte
que a dor
e o meu coração
nem um dia
t’ esquecerá!

Mãe,
tu também
és MARIA!”


(Francisco)

Ó MONTES QUE TÃO ALTO ELEVAIS…

Ó montes que tão alto elevais
Os cumes das montanhas pedregosas
Que nem as ventanias abrigais
E encheis de gelo nossas almas dolorosas!

Se em ti eu confiava como abrigo
Das marés da vida tão ventosas
Tu me recusaste dar consolo amigo
Expondo minhas dores a invernias rigorosas!

Teu fresco ar em redemoinhos anelado
Mitigam da minh’ alma a amargura
Deixai-mos ao menos respirar deleitado!

E quando chegar o dia do Final Juízo
Minha alma ao Céu s’eleve, fresca e pura
Para gozar da paz do eterno Paraíso!

terça-feira, 24 de março de 2009

Mãe

Cada vez qu’ estou contigo, olho à minha volta, ansioso

Nestes sonhos de encontros de meiguice em noite imensa

Que me surgem em vagas alterosas de dor intensa

Onde se destaca, iluminado e belo, teu rosto tão formoso!


Oh minha mãe, meu rosto doce, delicado e tão amigo!

Desd’ aurora a embalar meu ser e sempre d’amor sorrindo

Se te vejo tão sublime no meu sonho, teu rosto florindo

Pede a Deus que bem depressa me leve em suas asas ter contigo!


Mas o sonho acaba, teu rosto paira sorrindo, esvai-se e desvanece

Dos meus braços vais fugindo, em pedacinhos, como eu, angustiada

Fecho os olhos, penso em ti, alma pura, rosto embevecido de bondade!


O dia aclara, a alma sangra, grita e enlouquece

Sensível à dor ingente da despedida amargurada

Para mais uma tortura infinda da saudade!

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